O briefing semanal de quem vive o mercado de eventos B2B.
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HOJE NO PALCO
📈 Turismo de negócios fatura R$ 11,07 bilhões de janeiro a setembro, alta de 7,41% sobre 2025, segundo dados da Abracorp divulgados pelo Ministério do Turismo.
📏 Pesquisa da Freeman citada pela Promoview: só 16% acham que os eventos explicam muito bem o retorno de expor ou patrocinar.
🧭 BTM fecha a 15ª edição com 4.900 profissionais por dia e uma pesquisa pós-evento: 70,1% dos expositores fecharam negócio ou saíram com negociação aberta.
🐟 Seafood Show Latin America cresce 43% em área, reúne 130 marcas e termina com um expositor anunciando investimento de US$ 3 milhões no país.
💡 À luz do PALCO
MERCADO
Turismo de negócios fatura R$ 11,07 bilhões até setembro, alta de 7,41% sobre 2025

Mídia em aeroportos — Área comercial de aeroporto com circulação de passageiros e presença de pontos de venda. Crédito: Hudson News.
O turismo de negócios faturou R$ 11,07 bilhões de janeiro a setembro de 2026, alta de 7,41% sobre o mesmo período de 2025. Os dados são da Abracorp, associação das agências de viagens corporativas, e foram divulgados pelo Ministério do Turismo em 27 de outubro. Só em setembro, foram R$ 1,31 bilhão, alta de 1,74%. O aéreo responde por cerca de 60% da receita, com R$ 6,64 bilhões no acumulado (alta de 11%), e a hotelaria somou R$ 3,27 bilhões (alta de 3%). O ministério chama o resultado de alta histórica. "O turismo de negócios gera empregos qualificados e atrai investimentos diretos", disse o ministro Gustavo Feliciano.
O número não mede eventos diretamente. Mede passagem, hotel e deslocamento de quem viaja a trabalho, e uma parte relevante disso é gente indo a feira, congresso e convenção. Por isso ele funciona como termômetro: as empresas estão gastando mais para colocar pessoas na estrada. O detalhe está no ritmo. O acumulado cresce 7,41%, mas setembro cresceu 1,74%. Ainda é cedo para chamar isso de desaceleração, mas é o tipo de sinal que faz o comitê de orçamento de 2027 perguntar o que voltou de cada viagem.
Quando a viagem corporativa fica mais cara e mais vigiada, o evento passa a disputar verba com o próprio deslocamento. Para quem patrocina, some o custo de levar o time ao custo da cota antes de avaliar o retorno, porque é assim que o financeiro vai fazer a conta. Para quem organiza, hospedagem negociada, caravanas e agenda concentrada viram argumento comercial, não só logística.
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Só 16% acham que os eventos explicam muito bem o retorno de expor ou patrocinar, segundo pesquisa da Freeman

Naturaltech 2025 — Corredores da feira movimentados por visitantes e profissionais do setor, com estandes de marcas que apresentam produtos, lançamentos e soluções do mercado de produtos naturais e bem-estar. Crédito: Naturaltech.
A Promoview publicou em 26 de outubro uma reportagem sobre a medição de retorno para expositores e patrocinadores, a partir de um relatório da Freeman. Segundo a Promoview, a pesquisa ouviu mais de 3.400 participantes e expositores, e só 16% dos entrevistados consideram que os eventos explicam muito bem o retorno de expor ou patrocinar. No mesmo levantamento, 56% dos expositores e patrocinadores apontam o tipo de empresa do público como uma das informações que mais precisam receber. A reportagem também mostra como agências e auditorias brasileiras estão estruturando a medição, com relatórios em prazos que vão de 48 horas a 30 dias depois do evento.
O dado mais útil não é o 16%. É o 56%. O expositor não está pedindo um relatório sofisticado: está pedindo para saber de que empresas era o público que passou pelo estande. É uma informação que quase todo organizador já tem no credenciamento e quase nunca entrega organizada. Na leitura do PALCO, a lacuna de retorno é menos um problema de metodologia e mais um problema de entrega de dados que já existem.
Para quem organiza, o primeiro relatório pós-evento não precisa de modelo de ROI: precisa do perfil das empresas presentes, por setor, porte e cargo, entregue em poucos dias. Para quem patrocina, coloque essa entrega no contrato da cota, com prazo e formato definidos antes de assinar.
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BTM fecha a 15ª edição com 4.900 profissionais por dia, e 70,1% dos expositores saem com negócio fechado ou em andamento

Brazil Travel Market (BTM) 2026 — Registro da equipe e dos participantes durante a celebração dos 15 anos do BTM, evento que reúne profissionais e empresas do turismo para promover conexões, negócios e parcerias no setor. Crédito: BTM.
O Brazil Travel Market, feira de turismo realizada pela BBC Eventos, aconteceu em 22 e 23 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Segundo o Portal Eventos, a 15ª edição recebeu 4.900 profissionais por dia, com mais de 190 estandes, expositores de 19 estados e 16 caravanas. Uma pesquisa da KS Turis, encomendada pela organizadora, ouviu 469 participantes, entre 325 visitantes e 144 expositores. Entre os expositores, 70,1% fecharam negócios ou saíram com negociações em andamento (31,2% fechados e 38,9% em tratativa), 82,7% disseram ter atingido ou superado os objetivos e 88,9% pretendem voltar. "Chegamos aos 15 anos com 4.900 profissionais por dia", disse Claudio Junior, CEO da BBC Eventos.
O BTM faz o que a pesquisa da Freeman diz que falta: publica, uma semana depois, o que aconteceu com quem expôs. A pesquisa foi encomendada pela própria organizadora, o que pede leitura com cuidado, mas a estrutura do dado é a certa. Separa negócio fechado de negociação aberta, mede intenção de retorno e diz quantos expositores responderam. É mais informação do que a maioria das feiras brasileiras divulga, e é o tipo de número que sustenta a venda da próxima edição.
Para quem organiza, uma pesquisa pós-evento curta, com amostra informada e separação entre negócio fechado e em andamento, vale mais na renovação de cota do que o número de visitantes. Se puder, contrate quem não é parte interessada. Para quem expõe, peça esse relatório e compare: 31,2% de negócio fechado é a régua que a próxima feira terá de bater.
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Seafood Show Latin America cresce 43% em área, reúne 130 marcas, e expositor anuncia investimento de US$ 3 milhões no Brasil

Feira de negócios do setor de alimentos — Corredor de exposição com estandes de marcas e fornecedores, reunindo profissionais do mercado para apresentar produtos, gerar conexões comerciais e explorar oportunidades de negócio. Crédito: Minami.
A Seafood Show Latin America, feira do setor de pescado realizada pela Francal, aconteceu de 20 a 22 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo. "Crescemos 43% em área, reunimos 130 marcas", disse Ricardo Torres, head da feira, segundo o Portal Radar. Nas rodadas da ApexBrasil, 23 empresas brasileiras fizeram mais de uma centena de reuniões com compradores de sete países, entre eles Catar, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Japão. A espanhola WOFCO, que expôs na feira, anunciou investimento de US$ 3 milhões em duas câmaras frias e caminhões a partir de 2027, com estoque de cerca de 750 toneladas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O balanço da Seafood Show traz um tipo de prova que raramente aparece em feira: um expositor anunciando, no próprio evento, investimento físico no país. Não dá para atribuir a decisão à feira, mas o anúncio mostra para que ela serve ao setor: é o lugar onde o mercado se reúne para tornar públicos movimentos que já estavam em curso. Junto com as rodadas de compradores internacionais, isso dá ao organizador algo mais forte do que área vendida para mostrar na próxima negociação.
Para quem organiza, crie no evento um espaço para anúncios do setor, como investimentos, lançamentos e parcerias, e registre o que foi anunciado. É prova de relevância que o patrocinador entende sem precisar de planilha. Para quem expõe, a feira setorial é o palco natural para anunciar um movimento de mercado: a imprensa especializada e os compradores estão na mesma sala.
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À LUZ DO PALCO
O dinheiro continua circulando. O turismo de negócios cresceu 7,41% até setembro, e as feiras da semana mostram área maior, mais marcas e compradores internacionais. O que não acompanha é a explicação. Só 16% acham que os eventos explicam muito bem o retorno, e mais da metade dos expositores ainda pede uma informação básica: quem estava lá. A distância entre o volume que o setor movimenta e a prova que ele entrega é o principal risco para a verba de 2027, porque o mesmo comitê que aprova a viagem vai perguntar o que ela trouxe.
As exceções da semana mostram que fechar essa distância não exige método complexo. O BTM divulgou em uma semana quantos expositores fecharam negócio. A Seafood Show saiu com rodadas de compradores contadas e um investimento anunciado. Para quem organiza, o relatório pós-evento passa a ser parte do produto, não um extra. Para quem expõe e patrocina, ele passa a ser condição de compra. Feira que não presta contas vira custo. Feira que presta contas vira investimento.
EVENTOS
📅 Expolog 2026
23–24 nov | Fortaleza (CE) | Logística, Comércio exterior, Indústria
A 21ª Feira Internacional de Logística acontece no Centro de Eventos do Ceará, com o tema multimodalidade, IA e resiliência geopolítica. Segundo o Portal IN, cerca de 70 empresas já estão confirmadas na rodada de negócios, que em 2025 movimentou quase R$ 60 milhões com 74 empresas, e a projeção é crescer até 30% nesse recorte. Mais informações: https://feiraexpolog.com.br/
📅 Summit IA E-Commerce Brasil
02 dez | São Paulo (SP) | E-commerce, Inteligência Artificial, Varejo
Último dos cinco summits temáticos do E-Commerce Brasil em 2026, na sede da organização, com oferecimento da Omnichat e Unlock como mantenedor especial. É o encontro de fim de ano para quem vende tecnologia de IA ao varejo digital decidir o planejamento de 2027.
Mais informações: https://eventos.ecommercebrasil.com.br/summit#plataformas
📅 Salon du Chocolat Brasil
10–13 dez | Salvador (BA) | Gastronomia, Food service, Internacional
A marca criada em Paris em 1994, com edições em Tóquio, Nova York, Dubai e Xangai, faz em Salvador sua primeira edição completa na América Latina, no Centro de Convenções Salvador, com o chef Guillaume Gomez confirmado.
Mais informações: https://salonduchocolat.com.br/
QUEM SOMOS
toda semana o mercado muda um pouco.
Uma marca muda sua estratégia de patrocínio. Um evento bate recorde. Uma nova tendência aparece. Uma decisão de governo altera o cenário.
O problema nunca foi a falta de informação.
Foi descobrir o que realmente merece sua atenção.
Por isso existe o PALCO, a newsletter semanal da Outsponsor. Toda terça-feira, reunimos as notícias mais importantes do mercado de eventos B2B, explicamos por que elas importam e traduzimos tudo em inteligência para quem vive de criar conexões entre marcas, eventos e negócios.
Nos encontramos toda terça-feira, às 08h08.
Até o próximo ENCONTRO!

